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Fé emocional



Deus criou a razão e as emoções. Existe quem seja mais racional e quem seja mais emocional. Até certo ponto, tudo bem com isso. O segredo-chave é o ponto de equilíbrio.


Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida

Provérbios 4:23


A Bíblia fala bastante sobre coração, mas não sobre o órgão e sim sobre os sentimentos cultivados nele. Nossas emoções nos levam a atitudes que podem nos levar a passar por certas turbulências. Jeremias 17:9 diz: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?”. Será que o nosso coração é o local ideal para colocarmos a nossa fé?


Mas o que é fé? Fé é a certeza de que, mesmo sem vermos, sabemos que existe. E para não “descarrilarmos” da nossa fé, precisamos que ela seja firmada em terreno sólido e concreto. Dessa forma, existem três fatores que cooperam para se ter uma fé firme:


1º - Estar inserido na palavra de Deus;

2º - Ser obediente a Deus;

3º - Ter intimidade com Deus.



Sobre o primeiro ponto, Romanos 10:17 fala: “Consequentemente, a fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo.” A verdade é que não adianta frequentarmos a igreja ou célula, ouvirmos louvores e ver vídeos, se não nos aprofundarmos na palavra.


O segundo ponto nos faz lembrar que quem tem fé emocional, não obedece, pois, vive de acordo com as próprias leis e opiniões. O profeta Jonas estava em desobediência a Deus, fugindo d’Ele, por isso, em meio ao caos, afirma: “E ele lhes disse: Levantai-me, e lançai-me ao mar, e o mar se vos aquietará; porque eu sei que por minha causa vos sobreveio essa grande tempestade” (Jonas 1:12). Quando a tempestade bate no nosso barco, nossa primeira reação é desistir de tudo. Ao contrário, precisamos ser como Paulo que estava em obediência a Cristo e assim, ao passar pela tempestade, afirmou em Atos 27:25: “Tenham ânimo, senhores! Creio em Deus que acontecerá do modo como me foi dito.”


Quando estamos em obediência e fé temos paixão pela vida, temos força e estímulo, pois, focamos no propósito de Jesus. O nosso diferencial, aquilo que temos de melhor é Jesus. E aquilo que temos de melhor para oferecer é a palavra d’Ele. Por isso, em meio a um grupo desanimado, seja como Paulo: persistente e confiante.


Sobre o terceiro ponto: Deus quer um relacionamento real conosco. Isso leva tempo e dedicação, precisa ser cuidado e aperfeiçoado todos os dias. Todos os momentos precisamos nos encontrar com Ele. Não faz sentindo querermos Deus apenas por um momento, apenas quando estamos na igreja, pois, Ele quer a vida inteira conosco. Ele quer a eternidade. Tudo que Ele fez foi para a eternidade.


Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele.

Eclesiastes 3:14


Atualmente, nossa rotina é cheia. Mas, muitas vezes, nos momentos de paz, procuramos outras distrações. Instagram, Netflix, Whatsapp... E ignoramos nossa conversa com Deus. Porém, Ele precisa ser o único na nossa vida, o nosso 1º lugar. Como estão as nossas prioridades em comparação ao nosso relacionamento com Deus?



Quando estiver triste, cansado ou frustrado, fale com Jesus. Ele disse “venham todos” (Mateus 11:28). Jó é um bom exemplo bíblico de uma fé firme. Com todos os sofrimentos, após a tentação da própria esposa – a única coisa a qual ele não perdeu –, Jó continuou a falar com Deus. Jó reclama muito, mas nunca perdeu seu diálogo com Cristo.


Por outro lado, Pedro é um exemplo de fé emocional. Mateus 26 relata como, movido pela ira, Pedro corta a orelha de um servo do sumo sacerdote eu chega para levar Jesus. Às vezes, o mesmo acontece conosco. Nos tornamos juízes, justiceiros, defensores de Jesus. Porém, além do fato de que Ele não precisa, nós contradizemos a nossa crença com essas ações. Para Pedro, Jesus responde: “Embainha a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão. Ou pensas tu que eu não poderia agora orar a meu Pai, e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos?” (Mateus 26:52-53).


Para os que pensam diferente de nós, Deus nos diz para guardar a espada e demonstrar compaixão. Deus não precisa de defensores, mas de filhos que amem a Ele e aos próximos. O amor sempre foi e sempre será o maior ensinamento. Mas o amor genuíno, que não se influencia por outros sentimentos e não resulta em mal. Para vive-lo, para não sermos mais vítimas das nossas emoções, só com uma fé consolidada em terra firme. Uma fé que não depende de sinais, arrepios, lágrimas ou lugares.


Se pergunte: qual é o seu coração? E busque um coração obediente que se aprofunda na palavra e vivencia intimidade com Deus. Um coração que equilibra o racional e o emocional. Um coração que não só faz aquilo que quer, mas continua a obedecer e amar acima de todas as coisas.


Karine dos Anjos

Boa Jovem/16.02.2019


(Texto e fotos: Tainá Rodrigues)

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