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Uma caminhada com base no amor


“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.”

1 Coríntios 13:1-3


É autoexplicativo a importância do amor. E é real a existência do amor de Deus por nós. A base da fé cristã é saber que Ele nos amou sem pedir nada em troca. Independente de qualquer adversidade e consciente de todos os nossos erros, pecados e limitações, lá no início, Deus escolheu nos amar.


Viver o amor de Cristo é muito similar a se apaixonar: as músicas fazem mais sentido, só sabemos falar disso... É natural, porque queremos divulgar esse amor que muda vidas, queremos que outras pessoas sintam também. E, são nessas atitudes, que começar a virar solos férteis e produzir mais frutos para Jesus.


Contudo, há quem queira pegar o amor e enfiá-lo nas molduras da religiosidade, nas quatro paredes que fecham as portas para as pessoas. Essa atitude esquece que o amor de Deus é gratuito, ilimitado e incontestável. E Seu amor só é tudo isso porque alguém já pagou por ele: Jesus – quando aceitou dar a vida por nós, perdoando todos os nossos pecados e rompendo o véu para permitir que o Espírito Santo vivesse dentro de nós.


É muito comum pensarmos que o pecado nos afasta de Cristo e do seu amor, que seremos reduzidos ou negados ao posto de filhos. Porém, quem ama primeiro não cobra reciprocidade. E Deus nos amou primeiro. E é na hora das falhas da nossa carne que mais precisamos pedir e viver o amor d’Ele.


Sem o amor, qual é o valor de qualquer atitude? Vivemos egoístas e orgulhosos recusando amar a não ser que tenhamos a certeza de que seremos retribuídos. Sem dizer “eu te amo” a menos que tenha a garantia de um “eu também”; ou falando “eu também” apenas para responder de forma automática a um “eu te amo”. Mas o amor vem antes de todas as coisas. E ele precisa ser honesto, verdadeiro, generoso, genuíno, sem barganhas. Precisa ser como o amor de Jesus: puro, sem medidas e sem cobranças – principalmente para servir aos nossos irmãos.



“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá.”

1 Coríntios 13:4-8


Às vezes, nos prendemos ao check-list cristão. Adoração ✓ Devocional ✓ Leitura bíblica ✓ Oração ✓. Tudo isso para “cumprir a lei”. E Jesus descobriu como cumprir a lei unicamente através do amor. Um amor espontâneo.


Sabe qual a importância de buscar conhecer a Deus e explorar a Bíblia? Para entendermos que a Palavra mora em nós e nos ensina a viver. Mas, principalmente, para sabermos como divulgar a verdade para as pessoas: que Jesus as ama, e porque nós amamos Jesus, escolhemos viver para tentar amá-las também. Jesus nos ama e é suficiente. Tão suficiente que transforma as nossas vidas naturalmente e nos direciona a buscar o amor à Ele e ao próximo.


Deus nos entregou dez mandamentos, os quais devemos obedecer. Entretanto, deixou dois principais que são indispensáveis e ambos são focados no amor – 1. Amar a Deus sobre todas as coisas; 2. Amar ao teu próximo como a ti mesmo.


Nós somos humanos e tendemos a falhar, por isso que, acima dos erros, precisamos incansavelmente buscar a Deus e buscar amar. E a verdade é que não se ama chamando para ir para a igreja, mas sim demonstrando preocupação, afeto, compreensão, empatia, diálogo, disponibilidade e disposição em ajudar e muitas outras ações. No futuro, caso se tenha abertura ou oportunidade, o convite para conhecer a igreja estará em boa hora.


I João 4:18 diz: “No amor não há medo; pelo contrário, o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor”. Precisamos ser aperfeiçoados diariamente para não deixar que os conflitos da nossa alma nos impeçam de agirmos da forma que Cristo nos pediu. Tudo que possibilita o impedimento do amor precisa ser superado para que vivamos genuinamente pelo amor.



Eis duas verdades: 1. Deus nos amou sem pedir nada em troca; 2. Somos chamados a amar, mas não devemos fazê-lo falsamente. Por isso, vamos buscar andar na terra como Jesus andou e amar como Jesus amou. Quando realmente entendemos a dimensão do amor d’Ele por nós, encontramos o início do caminho para amar honestamente e sem esperar retorno.


“Agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.”

1 Coríntios 13:12,13


Arthur Teixeira

Boa Jovem/22.12.2018


(Texto: Tainá Rodrigues | Fotos: Daniella Rocha, Guilherme Simões, Tainá Rodrigues)

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